Baco Exu do Blues lança “Hasos”, álbum marcado por traumas, arte e responsabilidade emocional

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Timon,04/04/2026

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    Baco Exu do Blues lança “Hasos”, álbum marcado por traumas, arte e responsabilidade emocional

    Novo disco aprofunda temas como perdão, vulnerabilidade e autoconhecimento, em uma narrativa inspirada na obra de Caravaggio.


    Baco Exu do Blues lança “Hasos”, álbum marcado por traumas, arte e responsabilidade emocional Reprodução - WEB

    Baco Exu do Blues lançou nesta terça-feira (18) o álbum “Hasos”, um trabalho profundamente pessoal que inaugura uma nova fase na carreira do rapper. Construído ao longo de três anos e marcado por reflexões sobre traumas, responsabilidade e autoconhecimento, o disco apresenta uma narrativa que dialoga diretamente com a obra Davi com a Cabeça de Golias, de Caravaggio — referência que dá nome ao projeto a partir da inscrição “H-AS OS”, abreviação de “a humildade mata o orgulho”.

    A proposta do álbum, segundo Baco, é um convite para que o público se permita olhar para dentro. “Esse disco toca em lugares sensíveis. Se for para o lugar errado, pode piorar a vida de alguém. Então precisei ter cuidado”, afirma o artista.

    Musicalmente diverso, “Hasos” transita do eletrônico ao xote, criando atmosferas distintas para cada faixa. O rapper explica que priorizou a narrativa e “o mundo próprio” de cada música. O projeto traz participações de Vanessa da Mata, Teto, Sued Nunes, Joyce Alane, Mirella Costa, IVY e Zeca Pagodinho — este último escolhido para intensificar a carga emocional de uma das faixas mais sensíveis do disco.

    O processo de criação foi tão intenso que Baco precisou interromper os trabalhos em certo momento. Dessa pausa nasceu o EP “Fetiche”, que ele considera complementar ao novo álbum. Segundo o rapper, “Fetiche mostra o Baco de fora pra dentro; já Hasos é de dentro pra fora”.

    Com 18 faixas e interlúdios interpretados por nomes como Fabrício Boliveira, Raphael Logam e Luellem de Castro, o disco reforça a busca do artista por profundidade e compreensão de si mesmo. O rapper, no entanto, ressalta que sua obra é livre para ser apreciada sem rigidez: “Quem ouvir completo, ótimo. Quem ouvir por partes, também”.

    O lançamento marca o sexto disco de estúdio do artista, oito anos após “Esú”, consolidando Baco Exu do Blues como um dos principais nomes do rap nacional contemporâneo — ainda que ele próprio se mantenha distante de classificações. “O mais importante pra mim é entender as minhas dores e compartilhar esse processo”, afirma.




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