Lula sanciona lei que amplia faixa de isenção do Imposto de Renda; mudanças começam a valer em 2026
Nova legislação isenta totalmente trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil e reduz o imposto para salários de até R$ 7.350; governo estima que cerca de 15 milhões de brasileiros serão beneficiados.
Reprodução/Pixabay O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (26) a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês. A medida também estabelece uma redução gradual do imposto para quem ganha até R$ 7.350 mensais, garantindo alívio tributário a milhões de brasileiros.
A mudança, considerada uma das principais promessas do governo na área tributária, passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2026. A expectativa é que aproximadamente 15 milhões de contribuintes sejam beneficiados de alguma forma — sendo cerca de 10 milhões totalmente isentos.
Com a nova legislação, trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês deixam de pagar IR sobre o salário, incluindo benefícios como o 13º. Já os contribuintes situados entre R$ 5 mil e R$ 7.350 terão o imposto reduzido por meio de uma tabela progressiva de descontos.
A ampliação da faixa de isenção atende a reivindicações antigas de categorias profissionais e sindicatos, que apontavam defasagem histórica na tabela do IR. Segundo o governo, o objetivo é aumentar o poder de compra da população de menor renda e corrigir distorções acumuladas nos últimos anos.
Apesar do impacto fiscal, a equipe econômica sustenta que a medida está dentro do planejamento e será compensada com outras ações de arrecadação previstas no orçamento. Especialistas destacam que a mudança tende a beneficiar diretamente o consumo interno, já que uma parcela maior do salário permanecerá no bolso do trabalhador.
A Receita Federal deve divulgar em 2025 os detalhes finais da nova tabela e orientações para o preenchimento da declaração anual, mas o governo já antecipou que a regra valerá integralmente para os rendimentos pagos a partir de 2026.
A expectativa agora recai sobre como os novos cálculos influenciarão o planejamento financeiro das famílias e os impactos futuros no comportamento de consumo — temas que devem dominar o debate econômico nos próximos meses.




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